Postar fotos na academia é sinal de transtorno psicológico



  

Colocar fotos do corpo enquanto está na academia é um sinal evidente de narcisismo, ou seja, transtorno psicológico.

São cerca de 1,48 bilhões de usuários mensais (oficialmente, até fevereiro de 2016), 50 milhões de empreendimentos presentes na rede social e, só no Brasil, um contingente de quase 100 milhões de usuários ativos mensalmente. Números que fazem do Facebook, a maior rede social do planeta e o seu dono, Mark Zuckerberg, um dos homens mais ricos.

No entanto, um estudo recente da Universidade Brunel, Inglaterra, concluiu que colocar fotos do corpo enquanto está na academia é um sinal evidente de narcisismo e, portanto, um transtorno psicológico que, se não tratado, pode evoluir para um quadro gravíssimo.

O problema é que o narcisismo é, sim, um distúrbio enquadrado como transtorno psicológico pela Psicanálise, segundo a qual, seria uma “condição mórbida do indivíduo que tem interesse exagerado pelo próprio corpo”. Ou seja, a própria ciência confirmaria o caráter patológico de um gesto que, à primeira vista, soa totalmente inofensivo.

Mas, o que teria levado um grupo de professores a identificar como transtorno psicológico postagens em redes sociais (no Facebook, especificamente) de fotos em academias?

Foi, segundo eles, o fato de que esse é disparado o tipo de postagem que mais resulta nos chamados “likes” em todo o mundo, curiosamente bem à frente de outros tipos de imagens bem mais interessantes e criativas; sendo o suficiente para chamar a atenção de estudiosos sempre atentos a esses fenômenos típicos dos tempos modernos.

Porém, segundo os mesmos, esse excesso de likes no Facebook e outras redes sociais seria apenas e tão somente uma forma das pessoas apoiarem o dono da postagem; como se fosse um gesto de piedade para com a sua insegurança e esse seu transtorno psicológico.

Opinião diferente de uma outra corrente, que acredita que essa enxurrada de “curtidas” em postagens de fotos de academias, em redes sociais, poderia ser perfeitamente entendida como uma atitude de cumplicidade e plena identificação com esse narcisismo; significando dizer que aquele indivíduo teria chegado exatamente onde elas adorariam ter chegado.





Mas, a despeito dessas várias opiniões controversas, o que se sabe é que essa pesquisa (realizada em maio de 2015) vem dando muito o que falar (inclusive nas redes sociais), e não têm sido poucos os que têm se manifestado para jurarem, de pés juntos, que não possuem problema psicológico algum, e que podem enquadrar-se perfeitamente entre a classe de indivíduos considerados completamente ajustados e “normais”.

Será?

PS. E só para lembrar, de acordo com a mitologia grega, Narciso era um jovem de uma beleza única que, ao nascer, recebeu a profecia de que viveria por muitos e muitos anos, desde que jamais contemplasse a própria imagem.

No entanto, vítima de um complô traiçoeiro, foi levado a apaixonar-se pela sua própria imagem quando a admirava na beira de um rio. Fazendo-o permanecer ali, a contemplar a própria figura, imóvel, até morrer de completa inanição.

Por Vivaldo Pereira da Silva

Foto na academia



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