Impeachment de Dilma Rousseff – Cronograma da Etapa Final é Definido



  

Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski definem as datas da última etapa para o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff.

Na última quarta-feira (17) foi definida a data para os últimos ritos do processo de Impeachment e o afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff. O senador Renan Calheiros e o presidente do STF (Superior Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, definiram em uma reunião as datas da última etapa do processo:

O julgamento iniciará no dia 25 de agosto e se estenderá até o dia 29. Confira o cronograma:

Na quinta-feira (25) e sexta-feira (26) desta semana de agosto, às 9 horas, se dará início às sessões. Elas terão duas pausas, de uma hora cada, durante o dia, a primeira às 13 horas e a segunda às 18 horas. Ambas terão como objetivo ouvir as testemunhas, tanto de acusação, que são duas, quanto de defesa, que serão seis. O presidente do STF adiantou que, como têm ocorrido nos últimos julgamentos, essas duas sessões poderão adentrar a madrugada devida aos testemunhos isolados, totalizando oito testemunhas a serem ouvidas.

A presidente acusada de cometer crimes de responsabilidade fiscal será ouvida no dia 29 (segunda-feira), quando será retomado o julgamento. Nesse dia, os senadores poderão fazer questionamentos e Dilma terá a última oportunidade de se pronunciar e melhorar seus argumentos de defesa antes de ter seu cargo definitivamente tomado. Para se concretizar o afastamento dos 81 senadores em plenário, 54 terão que dar o voto de minerva pela condenação de Rousseff.





O início do processo, para lembrar o leitor, começou com a aprovação na Câmara de Deputados, quando Eduardo Cunha, até então presidente da Casa, presidiu a abertura do processo de Impeachment. Naquela ocasião, para aprovação do processo eram necessários 342 votos a favor. No entanto, 367 votaram a favor, enquanto 162 deputados contra o impeachment.

Após as “comemorações” de abertura do processo na Câmara, a aprovação para o afastamento provisório da presidente da república por até 180 dias estava nas mãos do Senado. Dos 81 senadores eleitos, 78 estiveram presentes naquela ocasião, necessitando de maioria simples, 55 votaram a favor do afastamento.

Não obstante, as repercussões surgiram, o vice-presidente, Michel Temer, assumiu o cargo e os gritos de golpe ecoaram o país. Entretanto, resta saber o resultado dessa sessão histórica do dia 29 e refletir sobre a valorização da democratização em nosso país.

Jean Carlos Weber Andrades



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