Estudo revela que Ler Livros pode Prolongar a Vida



  

Pesquisa da universidade de Yale revela que pessoas que leem livros todos os dias vivem mais.

Que a leitura diária alimenta a alma, todos já sabem. O que estudos comprovam agora é que esse hábito pode ajudar as pessoas a viverem mais.

Segundo os dados coletados após anos de pesquisa da universidade de Yale, nos Estados Unidos, pessoas que fazem uma leitura diariamente de livros durante pelo menos 30 minutos tem, em média, quase dois anos de vida a mais do que as pessoas que não possuem esse hábito. O estudo foi realizado com quase 4 mil pessoas, com faixa etária acima dos 50 anos.

Os 23 meses a mais seriam uma “vantagem de sobrevivência”, segundo os pesquisadores.

Uma outra pesquisa realizada pela Universidade de Harvard já apontava dados nesse sentido. Segundo o estudo feito por eles, a leitura de romances ajuda a estabelecer um “engajamento cognitivo” que facilitaria o processamento das linguagens pelo cérebro.

Os pesquisadores destacam que a leitura que faz viver mais é a de livros especificamente. Eles acreditam que o livro seja capaz de manter uma ligação mais profunda com o leitor se comparada com a leitura de jornais ou revistas. Com textos mais curtos e sem muita relação entre si, jornais e revistas fazem com que este engajamento dure menos tempo – e os efeitos benéficos da leitura não possam ser sentidos.





Esse engajamento ajudaria a facilitar o convívio com as pessoas e tornaria as pessoas mais felizes e com mais qualidade de vida – consequentemente vivendo mais.

O estudo revela que 3,5 horas de leitura por semana já são capazes de proporcionar um efeito positivo na saúde mental dos indivíduos.

Quem mantém o hábito tem quase 25% chance de viver mais tempo. Essa relação é de associação – o hábito associado traz efeitos. Mas uma vida mais longa, com um cérebro mais ativo, também envolve outros fatores como alimentação e a realização de exercícios físicos.

Além dos audiobooks e dos e-books, os estudos agora serão realizados com outros gêneros da literatura, como ficção e não-ficção, para que os pesquisadores possam definir se essa ligação é uma característica específica dos romances ou se a leitura de qualquer livro traria o tão interessante benefício.

ANA CAROLINA HADDAD



2 Comentários - Escrever um Comentário

  1. o que me fez lembrar do problema, cada vez mais frequente na internet, de pessoas divulgando pesquisas que “provam” as coisas mais disparatadas. Vamos tomar uma como exemplo, nela se diz que “Uma sessão diária de leitura com duração de 30 minutos. De acordo com um estudo da Universidade de Yale, dos Estados Unidos, é disso que você precisa para viver 23 meses a mais do que quem não tem o hábito de ler livros.” (Publicada em vários órgão de imprensa e viralizada na internet).
    Sou um leitor contumaz, leio em média um livro por semana há mais de 50 anos, adoraria que isto fosse verdade, a questão é que este tipo de pesquisa costuma pegar uma correlação estatística sem considerar outros fatores, a pesquisa faz crer que é o ato de ler que aumenta a longevidade média. Ocorre que as pessoas que lêem mais tem em média melhor educação, também tem em média uma renda mais alta, melhor acesso a atendimento médico de qualidade etc… podemos listar vários outros fatores associados em média ao ato de leitura diária.
    Ora, concluir daí que a leitura prolonga a vida é isolar um fator real e atribuir a ele um efeito difícil de isolar, uma falha de metodologia estatística. Por esta razão citei um economista brilhante que observou que “os números suficientemente torturados dirão qualquer coisa”, coisa de largo uso na propaganda política.

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