Medalhas das Olimpíadas de Tóquio podem ser feitas de smartphones reciclados



  

As medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020 podem ser feitas a partir de smartphones reciclados.

A palavra do século XXI é sustentabilidade. O consumo sustentável é, talvez, o principal desafio da humanidade para os próximos anos. Com mais de 650 mil toneladas de lixo eletrônico produzidas por ano, o Japão pode ter encontrado uma utilidade para esses produtos descartados. As medalhas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020 podem ser feitas a partir de smartphones reciclados.

O país asiático não é uma grande fonte de recursos naturais. Assim, os japoneses teriam que investir um bom dinheiro na importação de metais preciosos como ouro e prata para produzir as medalhas olímpicas. Porém, o país, conhecido por ser um dos grandes expoentes na produção de produtos tecnológicos, vai investir na reciclagem para economizar. Em 2014, o Japão conseguiu recuperar 143 quilos de ouro, 1566 quilos de prata e mais de mil toneladas de cobre com a reciclagem de resíduos tecnológicos.

A medida pode ter inspiração nas medalhas da Rio 2016. De acordo com o Comitê Organizador Rio 2016, as medalhas entregues aos campeões no Brasil foram as primeiras na história produzidas de forma sustentável. Mais de um terço da prata utilizada para a produção delas foi usada a partir da reciclagem de espelhos e janelas de carro e o cobre veio de equipamentos inutilizados da Casa da Moeda.

De acordo com o Comitê Olímpico Internacional, as medalhas de ouro devem conter, pelo menos, seis gramas de ouro. As medalhas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tiveram sua constituição formadas 92,5% por prata, 6,16% por cobre e apenas 1,34% por ouro.





A medida para os Jogos de Tóquio também fazem parte de uma política japonesa para incentivar a reciclagem de resíduos tecnológicos naquele país. A meta do Ministério do Ambiente local é de conseguir o recolhimento de um quilo de produtos eletrônicos por pessoa ao ano. Porém, os resultados até o momento estão muito abaixo da meta. Recentemente, muitas das cidades japonesas só têm conseguido recolher cerca de 100g por habitante.

Ainda não se sabe ao certo se a medida será aceita. Muitas das empresas fabricantes de produtos tecnológicos acreditam que o uso de materiais reciclados para a confecção de medalhas possa quebrar um ciclo de produção, já que elas utilizam grande parte desse material coletado para produzir novos produtos. Porém, a tendência é que o consumo de produtos eletrônicos cresça 33% até 2017. Com tal crescimento e um aumento do recolhimento de lixo tecnológico, quem sabe o Japão não consiga fazer as primeiras “medalhas-smartphone” da história dos Jogos Olímpicos?

Por Renato Senna Maia

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