Série Narcos – Agentes Steve Murphy e Javier Peña realmente Existiram



  

Ex-agentes ajudaram na criação do roteiro da série e dizem satisfeitos com o resultado.

A Série Narcos começa sua narrativa contando como a Colômbia foi o berço do realismo mágico. O estilo literário tem como principal característica a inserção de elementos mágicos como coisas corriqueiras nas histórias. Tais elementos estão tão incorporados ao cotidiano dos personagens, que são intuitivos, não necessitam de explicação. Em suma, o realismo mágico representava a conexão entre real e surreal da forma mais harmônica possível. Seria a Narcos, então, uma série de realismo mágico? Teriam todos aqueles personagens existido? Seriam os agentes da DEA Steve Murphy e Javier Peña os responsáveis pela captura e posterior morte de Pablo Escobar?

Realmente, alguns trechos, personagens e histórias da série não aconteceram de fato. Porém, há outros trechos que concedem uma veracidade à obra. A presença dos agentes é um desses elementos reais de Narcos. Steve Murphy e Javier Peña de fato existiram e fizeram parte da captura de Pablo Escobar. Talvez não como está caracterizado em Narcos. Hoje aposentados, os dois fizeram um papel de ‘consultores’ aos roteiristas da série, ajudando-os a construir a história da trama.

“Obviamente tudo o que eles mostram lá não é real”, revelou Murphy em uma entrevista ao site UOL recentemente. De acordo com o agente, os roteiristas precisam tomar certas decisões a fim de tornar o enredo mais dramático, mas confessa que tanto ele quanto seu parceiro ficaram satisfeitos com o resultado do trabalho.

Uma das partes fantasiosas da série está na estada de Murphy na Colômbia. O agente norte americano realmente viajou com sua esposa ao país, mas diferente do que é retratado na telinha, ele chegou apenas três dias antes da prisão de Pablo Escobar. Até então, Mruphy havia trabalhado no caso apenas dos Estado Unidos. Já Javier Peña estava na Colômbia desde 1988.





Em uma outra entrevista, Murphy relembra os tempos de maior esgotamento profissional: “Os 18 meses, da sua fuga da prisão à sua morte, foram os mais próximos que eu estive de ficar esgotado”. Não à toa, o agente declara o dia da morte de Escobar como “o mais feliz de sua vida”.

Nos anos 70 e 80, o governo dos Estados Unidos fazia uma forte política de Guerra às Drogas. Os dois agentes se recordam bastante dos momentos violentos.

“Nós realmente abordamos como uma guerra”, declarou Murphy, ao que Peña completou: “Não estávamos lá para apreender dinheiro ou drogas. Estávamos para matar Escobar”.

Renato Senna Maia



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